Conceito de Radiografia #1



Filme radiográfico. A radiografia convencional utiliza uma película colocada dentro de um chassi radiográfico como detector dos raios X. Enquanto os raios X atravessam o corpo humano, sofrem atenuação pela interação com os tecidos (absorção e dispersão) e produzem um padrão de imagem no filme que pode ser reconhecido como correspondente à anatomia humana. Os raios X transmitidos através do corpo do paciente bombardeiam uma tela recoberta por partículas fluorescentes dentro do chassi radiográfico, causando uma interação fotoquímica, a qual emite radiação luminosa e sensibiliza o filme no interior do chassi . O filme é removido do chassi e revelado em um processador químico automático. O produto final é uma imagem de raios X da anatomia do paciente em filme.

Radiografia computadorizada. A radiografia computadorizada (CR, computed radiography) é um sistema que elimina a necessidade de filme e de seu processamento químico, fornecendo imagens radiográficas digitais. A radiografia digital utiliza placas de armazenamento de fósforo reutilizáveis em vez do filme convencional. Os tamanhos disponíveis de chassi digital são os mesmos disponíveis para os chassis radiográficos convencionais, com película. O mesmo suporte (gantry) no tubo de raios X, sistema de controle de exposição e suportes para chassis usados na radiografia convencional são empregados para CR. A placa recoberta com fósforo interage com os raios X, transmitidos através do corpo do paciente, para capturar a imagem latente. A placa de fósforo é colocada em um dispositivo de leitura que escaneia a placa com um laser hélio-neon, o qual emite luz, que é capturada por um tubo fotomultiplicador e processada como imagem digital. O receptor CR é apagado com o uso de luz branca e reutilizado. A imagem digital é transferida para um sistema computadorizado de arquivamento e distribuição de imagens denominado PACS (picture archiving and communication system). O PACS armazena e transmite imagens digitais por meio de uma rede de computadores que possibilita o acesso instantâneo simultâneo de médicos e profissionais de saúde em vários locais às imagens diagnósticas.

Radiografia digital. A radiografia digital (DR, digital radiography) é um sistema que dispensa o uso de chassis e filmes radiográficos para a captura de imagens de raios X no formato digital. DR substitui o chassi radiográfico e a placa de fósforo por um detector eletrônico fixo ou sensor CCD (charge-coupled device). Detectores de leitura direta produzem uma imagem radiográfica digital imediata. A maioria dos sistemas DR é instalada em um gantry fixo, limitando a capacidade de obtenção de imagens à beira do leito. Para isso, geralmente, utiliza-se CR no departamento de imagens digitais. A captura direta da imagem digital é especialmente útil em angiografia, fornecendo rápida subtração digital de imagem e para fluoroscopia, capturando imagens em vídeo com radiação baixa e contínua.

Fluoroscopia. Esse método possibilita a visualização radiográfica em tempo real de estruturas anatômicas em movimento. Um feixe contínuo de raios X passa através do corpo do paciente e se deposita sobre uma tela fluorescente . O tênue padrão de luz emitido pela tela fluorescente é eletronicamente amplificada por um intensificador de imagem, a qual é mostrada em um monitor e digitalmente gravada como imagem única ou imagens seriadas para visualização em tempo real, ou seja, como um filme de cinema ou cinefluoroscopia. A fluoroscopia é extremamente útil na visualização de movimento como o peristaltismo GI, o movimento do diafragma com a respiração e a ação cardíaca. Ela também é empregada na realização e no monitoramento contínuo de procedimentos radiográficos, como exames com bário e inserção de cateteres. Atualmente, a maioria dos sistemas fluoroscópicos são totalmente digitais. Imagens fluoroscópicas estáticas e em vídeo, geralmente, são armazenadas em formato digital em um PACS.

Angiografia convencional. Esse procedimento envolve a opacificação de vasos sanguíneos mediante a administração intravascular de meios de contraste iodados. A arteriografia convencional utiliza pequenos cateteres flexíveis, os quais são inseridos no sistema arterial, normalmente pela punção da artéria femoral na região inguinal. Sob orientação fluoroscópica, cateteres de vários tamanhos e formas podem ser seletivamente introduzidos em praticamente qualquer artéria de maior calibre. A administração de contraste é feita por injeção manual, ou com o uso de um injetor mecânico, e acompanhada por filmagem de sequência rápida ou aquisição computadorizada digital (DR) da imagem fluoroscópica. O resultado é uma série sincronizada de imagens que retratam o fluxo do contraste pela artéria e pelos tecidos irrigados por essa artéria. A venografia convencional é realizada por administração de contraste em veias distais ou por cateterização seletiva.


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